Banda H: Empresas sugerem que Anatel impeça participação da Nextel

Durante reunião do Conselho Consultivo da Anatel, realizada nesta sexta-feira, 26/3, as empresas aproveitaram uma apresentação sobre o leilão da Banda H, que a agência pretende realizar ainda neste semestre, para novamente reclamar do que consideram “privilégios” a novos competidores na disputa.

O representante das empresas no Conselho Consultivo, Luiz Francisco Perrone, que é diretor da Oi e já foi do conselho diretor da Anatel, questionou a possibilidade de um eventual único concorrente entre os novos entrantes levar os lotes de frequência pagando apenas o preço mínimo que vier a ser estipulado. “Se eventualmente só aparecer uma empresa, ela terá condições privilegiadas”, disse Perrone.

O representante das empresas também reclamou de que esse novo competidor não terá que cumprir contrapartidas tão abrangentes como aquelas estipuladas no leilão do 3G, realizado em dezembro de 2007 e que incluíam metas de cobertura celular em todos os municípios brasileiros.

Mas a sugestão mais curiosa de Perrone foi de que a Anatel só permita a participação de empresas que atuam no segmento do Serviço Móvel Pessoal. “Seria importante que quem vá participar seja um operador de SMP”, defendeu.Embora não tenha citado, a menção é claramente relacionada ao interesse da Nextel no leilão – uma empresa que presta serviço de trunking, ou seja, Serviço Móvel Especial, e não SMP.

Não custa rememorar que no leilão do 3G, as operadoras móveis teriam levado os lotes pelo preço mínimo não fosse, justamente, a atuação da Nextel. A empresa despontou no páreo e, embora não tenha conseguido vencer nenhuma das áreas em disputa, obrigou as teles a desembolsarem mais para ficar com as frequências.

O gerente de Regulamentação da Superintendência de Serviços Privados da agência, Bruno Ramos, rebateu os argumentos sustentando, especialmente, ser imprescindível a tentativa de se ter um quinto competidor na telefonia móvel. “A Anatel precisa, ao menos, tentar”, disse. Ele também ressaltou que é natural que haja algum tipo de vantagem ao novo entrante.

“Quando eu entro em quinto lugar no mercado, tenho uma enorme desvantagem. Afinal, temos empresas prestando esse serviço há muitos anos, com muita experiência e conhecimento adquirido. Portanto, quando penso no quinto competidor, tenho sim que pensar em assimetrias. Porque se o tratamento for igual, não há equilíbrio”, afirmou Ramos.

O gerente lembrou, ainda, que não faz sentido comparar a disputa para a Banda H com quem já presta SME. “O bloqueio à entrada de SME é maior que no SMP. Isso porque os equipamentos são mais caros e há menos espectro. Nesse serviço não se consegue reunir até 85 MHz de frequência como acontece no SMP”, enfatizou.

Além disso, Bruno Ramos repetiu que a Anatel está simplesmente mantendo as regras que já tinham sido definidas no passado e, vale lembrar, com as quais as operadoras móveis concordaram à época. “Todo mundo que comprou em 2007 [no leilão do 3G] sabia que haveria uma Banda H para um quinto competidor”, insistiu o gerente da Anatel.

Fonte: Convergência Digital

Tráfego de dados já ultrapassa o de voz no mundo, afirma Ericsson

Tráfego de dados já ultrapassa o de voz no mundo, afirma Ericsson
Pesquisa mostra que, em dezembro de 2009, 400 milhões de assinantes de banda móvel geraram mais dados que 4,6 bilhões de assinantes de voz.

Medições efetuadas pela empresa de tecnologia de redes Ericsson em dezembro de 2009 revelam que o tráfego de dados ultrapassa o de voz em redes móveis, afirmou a empresa na terça-feira (23/3).

O “crossover” – ponto em que os tráfegos de voz e de dados coincidiram em dimensão – ocorreu na marca de 140 mil terabytes por mês.

“É um marco significativo que os cerca de 400 milhões de assinantes de banda móvel geram mais dados que o tráfego de voz de 4,6 bilhões de pessoas pelo mundo”, disse o presidente e CEO da Ericsson, Hans Vestberg.

O levantamento, apresentado durante a convenção CTIA Wireless 2010 em Las Vegas (EUA), ressalta que o tráfego global de dados cresceu 280% ao ano nos últimos dois anos.

Para fazer a pesquisa, a Ericsson mediu redes de celular em atividade em todas as regiões do mundo – a empresa é uma das principais fornecedoras globais de equipamentos para empresas de telecomunicações.

Fonte : IDG Now

Plano Nacional de Banda Larga fica para 2010

Ainda não foi desta vez que o já famoso Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) veio a público, aumentando a expectativa do público que acompanha a “novela” em que se tornou a elaboração do documento. A reunião marcada para segunda-feira, 14 de dezembro, com a presença do presidente Lula e dos dois grupos de trabalho responsáveis por elaborar o Plano, foi cancelada, adiando para o ano que vem a decisão e a divulgação sobre o que vai constar do documento que pretende modificar radicalmente o cenário das conexões em alta velocidade no país. Continuar lendo

O que é IRAT?

IRAT (Inter Radio Access Technology)  é uma funcionalidade possível de ser adotada em redes móveis de terceira geração permitindo que ocorra um handover entre tecnologias distintas 2G / 3G. Uma vez que a cobertura das redes 3G, recente mente implantada, tende a ser menor do que a cobertura da rede 2G, já atuante, o IRAT induz  o móvel a selecionar a rede (2G ou 3G) que apresente as melhores características em determinado momento, de acordo com parâmetros pré-definidos.

Dessa maneira, é possível iniciar uma chamada de voz na rede 3G de uma operadora e, após uma variação nas condições de RF, continuar a chamada sem interrupções na rede 2G, entendita como melhor opção naquele momento pelo sistema.

Anatel discute novo leilão para serviços 3G no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai autorizar no próximo ano a exploração do Serviço Móvel Pessoal (SMP) de 3G por meio de radiofrequência da banda H. Mas antes quer discutir com a sociedade a prestação desse serviço no Brasil e coloca sua proposta em consulta pública no próximo dia 22/12.

As contribuições da população e de empresas poderão ser enviadas ao órgão até o dia 22/02/10. Depois desse prazo, a área técnica da Anatel vai analisar as sugestões que poderão ser aceitas ou recusadas pelo conselho diretor da agência. Continuar lendo

Banda larga 3G deve ter novas regras

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve definir novas regras para fiscalizar serviços 3G e pressionar as teles móveis a melhorar a qualidade destes serviços.

A agência é pressionada por órgãos de defesa dos consumidores como Idec, Pro Teste e Procon que têm criticado duramente a qualidade dos serviços 3G no país. Há uma semana, o Ministério Público Federal em São Paulo também apresentou queixas sobre os serviços 3G.

Um dos obstáculos à qualidade do serviço está na rápida adesão do consumidor ao 3G, o que fez a demanda crescer mais rapidamente do que os investimentos das teles. Um problema grave é que em alguns casos o usuário não consegue navegar sequer com 10% da banda contratada. Assim, quem compra um link de 1 Mbps por vezes vê sua conexão funcionar com menos de 100 Kbps. Continuar lendo

Terminais 3G já são 3,7 milhões no país

Com 1.916.242 de habilitações em outubro (crescimento de 1,15%), o Brasil chega a 168.037.030 de acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e densidade de 87,6 acessos por 100 habitantes. O crescimento nos primeiros dez meses do ano é o segundo na série histórica, ficando atrás de 2008. Do total de acessos, 138.241.276 (82,27%) são pré-pagos, e 29.795.754 (17,73%), pós-pagos.

Os números de outubro também reiteram o forte crescimento da banda larga 3G, que chegou a 3,5 milhões de terminais WCDMA, além de 198 mil terminais CDMA2000. E podem ser considerados, ainda, os 4,2 milhões de terminais de dados em uso no país. Nos serviços de voz, a tecnologia GSM é largamente preponderante, com 151,2 milhões de acessos, ou 90% dos equipamentos.

A Vivo continua liderando o mercado com 49,5 milhões de acessos (29,5%). Em seguida vem a Claro, com 42,7 milhões de acessos (25,45%), a TIM (39,8 milhões de acessos, 23,73%) e a Oi (35,1 milhões, 20,94%). A densidade do serviço móvel chegou a 87,6 acessos por 100 habitantes. Do total de acessos, 138.241.276 (82,27%) são pré-pagos, e 29.795.754 (17,73%), pós-pagos.

Fonte: http://www.tecnologia3g.com.br