GSM com energia solar

Uma rede GSM que utiliza energia solar – que despende 150 watts, contra os três mil watts necessários a uma rede GSM tradicional. A solução – WorldGSM –  voltada para áreas rurais, de modo a levar telefonia celular às regiões distantes, é a proposta de indiana Vihaan Networks Limited, VNL. A VNL volta seus olhos para o mercado brasileiro e, embora não tenha escritórios do Brasil, está em fase ativa de buscar parceiros locais. A companhia indiana tem interesse em replicar suas ações por aqui por, pelo menos, duas razões: A heterogeneidade da teledensidade do país e o compromisso das operadoras de GSM de conectar 25% dos municípios brasileiros (1.836 localidades) com redes 2G (GSM), num prazo de dois anos.

Após cinco anos estudando uma reengenharia do GSM de modo a reduzir o gasto de energia destas redes, a VNL afirma ser possível montar uma rede GSM nas áreas rurais ao custo de US$ 2 mensais, por usuário, e que pode se tornar rentável mesmo que leve o serviço para apenas100 assinantes.  A redução do uso de eletricidade acontece porque a solução utiliza energia solar, sem geradores a diesel. Os equipamentos são compactos e podem ser transportados em carros comuns nas áreas rurais.

A instalação do equipamento também é rápida e pode ser feita em seis horas, e a manutenção, por leigos. Cada estação precisa de no máximo 150 W para funcionar, bem menos do que os 3 mil W usuais. E cada painel solar tem entre 2 e 8m².

Cerca de três bilhões de pessoas no mundo vivem em áreas rurais. Isso é metade da população mundial. E a maioria dessas pessoas não tem comunicação via voz/dados. Os obstáculos continuam os mesmos de  décadas atrás, pois a tecnologia GSM foi desenhada para locais com grande densidade populacional na transmissão de dados via voz, e não se encaixa nas necessidades das áreas rurais, onde usar celulares nem sempre é fácil.

Uma estação de base GSM é muito cara: chega a custar US$ 100 mil. Mercados urbanos justificam o investimento, mas os rurais, não. Além disso, o uso de eletricidade não foi uma das preocupações principais quando a tecnologia GSM foi concebida nos anos 80. A disponibilidade de 3 mil watts não é comum nas áreas rurais latino-americanas.

Além disso, a América Latina passou por graves crises energéticas, como no Chile em 1996 e no Brasil em 2001. Até hoje, muitas comunidades rurais recebem eletricidade de caros e pouco efetivos geradores a diesel. Muitos países da América Central sequer possuem geradores a diesel em suas áreas rurais.

Para a VNL, a energia solar é a forma mais prática e econômica de se levar energia para as áreas rurais latino-americanas. O uso da energia solar reduz algumas despesas operacionais para quase zero e ainda contribuI para a preservação do meio-ambiente.

A redução do consumo de energia aliada à capacidade de preservação ambiental e da inclusão digital dos habitantes rurais têm levado grandes vendors a investir nesta vertente. Segundo o ABI Research, em 2013 haverá 335 mil estações de base, no globo, que funcionarão com a energia solar. Companhias como Nokia, Motorola, Ericsson e Samsung já utilizam um mix de tecnologias chamadas limpas como parte de seus programas de responsabilidade social. Mas, seus modelos não fazem mais do agregar os painéis solares à infra-estrutura tradicional do GSM.

No caso da WorldGSM da VNL, a solução foi especialmente desenhada num tipo de estação de base 100% alimentada por energia solar e com baixos requerimentos de manutenção. Além de ser considerada ‘verde’, ou seja, ecologicamente sustentável, ela tem um cunho de inclusão social: pode ser instalada por pessoas que não sabem ler nem escrever e não requer uma fonte distinta de energia elétrica: é só instalar e ligar. A solução recebeu o prêmio CTIA Emerging Technology (E-Tech) Awards.

Fonte: http://www.e-thesis.inf.br

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